terça-feira, 29 de julho de 2014

*quatro*

Mas, de novo: a linha é tênue. Amanhã já não sei.

**três**

Ontem eu era esperança, hoje sou desalento. Até quando? Não sei! Talvez até o próximo segundo, talvez até amanhã, ou depois... Tão irônico é o fim: termina ali naquele momento transitório entre o adeus e a nova mensagem no whatsapp. São períodos de escuridão e luz. O ponto final é momentâneo e a linha entre o fim e o começo, tênue. Mas ainda assim foi necessário perceber que tudo definitivamente havia acabado quando o silêncio foi maior que a vontade, em todos os sentidos, em ambos os lados. Ali, agora, não teria mais volta.

*dois*

Recusei o convite, não fui onde você queria e nem fiz esforço algum para qualquer outro encontro. Estava no meu direito de mágoa, de descontentamento e dissabor, e, portanto, determinada a não ceder a sentimentos tão irracionais.

E é verdade que todo aquele tempo que usamos para instaurar o acordo acabou feito um copo estilhaçado no chão, e não poderia ser diferente: tinha sido tudo em vão. Naquele momento eu não tinha notado tantas coisas perdidas nas entrelinhas, tanto silêncio no barulho. A mim faltava habilidade para isso, a você, vontade.

*um*

Fazia o mesmo percurso de sempre. 1 hora cronometrada no celular, passava pelo mercado, 3 minutos até virar na ponte e chegar em casa. Nem sei o que procurava quando resolvi aumentar alguns quilômetros no meu circuito decorado, acho que um pouco de devaneio barato, ar fresco, nada além. Mas te encontrei ali, depois de virar a esquina, e me desfiz num sorriso desalinhado. Quanto tempo! 1 mês? 2?