domingo, 10 de outubro de 2021

sexta-feira, 23 de março de 2018

a chama ainda está acesa,
chamando conhecimento,
crescimento,
evolução,
transformaçao.
Voar mais alto,
enxergar mais longe,
fazer crescer a força e a esperança

sexta-feira, 16 de março de 2018


levava comigo
todos os sorrisos não dados,
as palavras não ditas,
silêncio,
incertezas,
vícios e
virtudes.
olhava a chuva escorrer pela janela,
uma tranquilidade atípica passava por aqui

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Santa ignorância

De segunda à sexta, pela manhã, faço o mesmo percurso: 63 passos contados desde o portão do prédio até a esquina em que me deparo com o jovem senhor, cabelos brancos compridos, bermuda jeans, chinelos havaianas, varrendo as flores roxas que caem da árvore da calçada da porta da sua casa e os demais lixos que por ventura ele encontra no trajeto até a boca de lobo da esquina.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017



Acho válido ver o mundo com bons olhos, tirar algo positivo de qualquer situação. Depois que descobri que tudo nessa vida tem dois lados, decidi focar no lado bom, e assim tem sido. Aprendi a confortar a mim mesma, a ser minha companhia preferida. E eu vi que isso é necessário. E bom. Alivia. Saber que no meio do feio e do ruim tem sempre algo bom para se tirar faz da vida um eterno desafio, às vezes a parte boa está clara, às vezes só se é vista após dias...

Durante esses quinze dias em que o céu amanheceu cinza, esquisito, as árvores nas ruas se destacaram num contraste bonito: floridas, coloridas. 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Estava ouvindo Send me an angel, e resovi entrar aqui. Essa música me traz boas lembranças e de lembranças o pipoca está cheio. Fazia tempo que não passava por aqui, e juro que fiquei surpresa com a quantidade de visitas nesse período...

Pois bem, estou ouvindo Scorpions e

Sempre que ouço Scorpions me lembro do meu pai que, nas raras noites em que a televisão está livre, chega com a sua caixa de CDs e DVDs: que preciosidade! Dos discos só se sai música boa. Que bom gosto tem o meu pai. Antes mesmo de acabar a primeira música o sofá já está com os seus lugares ocupados, aos poucos a gente deixa o que está fazendo e se junta a ele. Isso é uma coisa boa da música, é uma coisa boa da vida. Que saudade de casa. 
E olha que ainda nem é domingo, o dia oficial da saudade.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Escreveu Nietzsche em sua grandiosa obra "Assim falou Zaratustra": Amamos o desejo, não o desejado.

E, de repente, eu resolvi fechar a conta e passar a régua nessa história que permaneceu muito tempo sem fim. Fiz isso porque cansei. Foi do dia para a noite. Nietzsche estava certo, o que me mantia firme nessa luta pelo que, de fato, não valia à pena, era o desejo. Não mais o desejado. Este último foi perdendo a importância com o passar dos dias, com o silêncio duro, com as palavras vagas.

Não sei quando aconteceu, quando vi já estava assim, sem cor, sem amor. Me encontrei no meio desse vazio, e foi bom me livrar desse processo de auto sabotagem em que eu vinha vivendo. Foi bom porque me vi subindo a escadaria do mundo escuro que eu mesma criei, me libertando do que eu fingia que existia. Do amor que só eu tinha.

E hoje, olhando daqui de cima, eu sei:
esse amor sempre foi mais meu do que seu.
Mas quem se importa?