quarta-feira, 24 de junho de 2015

Não consigo me conter:
Vou cutucar ferida rasa
vou me lembrar de você
naquela noite...
na esquina da praça

sábado, 20 de junho de 2015

Se eu te digo,
com poucas palavras,
que não tem volta...
não acredite:
 revolta

sábado, 6 de junho de 2015

Fase II

De uns tempos pra cá, além do novo ano que se juntou aos outros vinte dessa minha existência, muita coisa mudou. E há poucos anos atrás eu nem imaginava quantas surpresas os dias me trariam, o quão pesado seria o fardo. Confesso: não é fácil. Sei que muita coisa não deu certo, não ganhei na loteria, nem construí minha biblioteca, nem minha casa -plano para os 21 anos, 10 anos atrás... E há 10 anos eu não sabia de nada, hoje eu também não sei- mas me alegro por lembrar das coisas que deram certo e de pensar nas outras tantas que ainda darão, e não darão. Assim é a vida: cheia de percalços, cheia de alegria, e não há manual de instruções para vivê-lá, embora eu tenha tentado, por um bom tempo, bancar a Polyana, mas aprendi... Não há jogo do contente que dure uma vida inteira, que nem todos os nossos sonhos se tornam reais, que nem toda amizade é para sempre, nem todos os amores dão certo, que ainda vai morrer muita gente de fome, de calor, de bala perdida, que nem tudo é como a gente quer... e que não há nada que possamos fazer quanto a isso.