quarta-feira, 16 de abril de 2014

quase fim

Os dias iam passando com aquela velocidade de cruzeiro, nenhuma novidade, nenhuma notícia. Chuva toda hora, cidade esfumaçada. O dia todo, a noite toda, sem fim. Foi madrugada adentro, ouvindo o velho Chico, que me atentei para o celular que acusava uma mensagem não lida. Tão breve, apenas quatro palavras, palavras que me fizeram perceber que é necessário muito mais compreensão para que mudanças significativas aconteçam. É verdade que meu coração ainda é tão frágil, que frases curtas ainda me causam taquecardias seguidas de sinestesias e outras tantas sensações. O fato é que, independentemente do que eu respondesse, ia ficar por isso mesmo: sim. "Sim" e nada  além de um imenso vazio entre nós. E ficamos assim: tudo certo e nada resolvido. Mas e ai, meu coração, onde é que fica?


segunda-feira, 7 de abril de 2014

miss ya

Hoje sou saudades, lembrança... Sou os dias mais felizes do passado, sou vários anos em minutos. Hoje sou os sorrisos fáceis seguidos de profundas nostalgias. 

*

Fazia tempo que eu não era assim, não sei se por causa da correria do dia a dia, ou por eu me sentir plena a ponto de não te procurar mais em cada esquina, cada abraço, cada sorriso. Mas ontem dormi olhando pra lua estampada na minha janela e hoje vi a chuva que caia no intervalo entre o nascer do sol e o dia-cão. Saí para o vazio da rua pensando em você, daí o estrago já estava feito, eu já conhecia aquela sensação de dúvida entre ligar ou não ligar, do medo de não ser atendida ou de não saber o que falar. 

*

E ainda tinha o Vinícius que coloquei pra tocar, sem querer.. onde anda você?