sábado, 16 de maio de 2015

mais ou menos dois


E parece que foi ontem, mas já se passaram meses. Sei que não se deve criar expectativas demais sobre nada nem ninguém, mas tudo ia tão bem, conforme meus anseios, que eu decidi contrariar e, por várias horas e de vários dias, nos vi assim: juntinhos. Nos imaginei planejando nossa viagem para a Europa, preparando sua massa preferida sexta-feira à noite e pedalando no amanhecer. Nos vi decidindo a cor do nosso sofá e o quadro da parede...

Mas acontece que eu não consegui admitir sua ida, e vez em sempre me pego pensando na gente. Acho que sou pequena demais para aceitar uma despedida. Ainda não aprendi o que devo fazer quando o futuro bonito e tentador vira passado antes mesmo de ter sido presente. Ainda não aprendi lidar com esse aperto aqui, que tenta unir, sem conseguir, o
meu coração partido.

Sempre achei que você seria o meu par perfeito, e você tinha tudo para ser, mas só me dei conta de que não era quando lembrei de mim, sentada, com o coração na mão, no lugar e horário marcados, esperando você chegar e acabar com o silêncio que há dias me atormentava. "Você não merece isso", você também não, pensei. Mas foi assim.