segunda-feira, 28 de outubro de 2013

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Noite bonita, chuva caindo suavemente. Como de costume simulo uma ligação que nunca é realizada, escrevo uma mensagem que fica salva nos rascunhos junto com outras tantas, releio conversas, emails, mensagens, entro no seu perfil do face que não tem nem foto, nem nada de novo, nunca. Ouço Caetano, procuro coisas antigas, procuro pistas, procuro um brilho de esperança em meio a tantas cinzas, procuro o erro ou, quem sabe, o acerto que justifique tudo.

Esses dias frios são adoráveis, porém tristes... Essas lembranças, esse vazio...


sábado, 26 de outubro de 2013

madrugando (2/2)


Se você ficasse, eu daria o melhor de mim, te guiaria pelos meus silêncios, e sob o céu de estrelas te mostraria os textos trancados na gaveta, minha caixa de cartas e fotos, as que você jamais imaginou existir. Se você ficasse, teríamos tantos filmes para ver, tantas coisas para ler, ouvir e escrever. Se você ficasse, faríamos planos, viajaríamos para a África, para a Rússia, iríamos de bicicleta até a cachoeira e lá faríamos um piquenique. Se você ficasse assim, eternamente ao meu lado, seria tão bom, a gente até faria um dueto fora do tom.

Mas você não ficou, e eu continuei vivendo. Buscando, me perdendo. Às vezes pior, pouco melhor, quem compreenderia?  Mas se você ficasse, ah, se você ficasse... seria tão bom...

madrugando (1/2)

Noite quente de um outubro quase no fim, e a cidade dorme. Da minha janela que, talvez por ironia do destino, fica paralela à sua, observo as estrelas do Cruzeiro do Sul que exibem seus brilhos radiantes na imensidão negra da noite. E me perco. Perco-me olhando as estrelas. As estrelas que servem de guia para muitos seguirem em frente são as mesmas que me carregam para trás.

Perdida em tantas lembranças, toco em meu teclado, no volume um, a canção que você me ensinou, e que eu, propositalmente, demorei a aprender. Demoraria ainda mais se eu tivesse uma mínima noção do que viria com o passar dos dias. Se eu soubesse de antemão que tocaria para você e não mais com você. Copiaria com calma toda a letra da música sem me preocupar com o passar das horas, dos dias... Mas o tempo é traiçoeiro... os ponteiros do relógio me desafiam a cada segundo que se passa.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

~dois~

Eu queria te responder à altura, dizer as palavras que você merecia escutar, e sem pensar nas consequências. Sem me importar com o que viria após o girar da chave, depois que eu virasse as costas, talvez arrependida.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

~um~

Eu me pego percorrendo os mesmos caminhos, procurando entender as entrelinhas que passaram despercebidas. Tentando encontrar a razão, a explicação, o motivo, se é que existem. Sei que deveria escutar Clarice, seria mesmo bem mais fácil viver sem preocupar em entender, mas na prática a teoria é outra, já dizem por ai.

Mas devo admitir que estou cansando. Cansando de ter que ouvir as palavras que saem como lâminas afiadas da sua boca, cansando de ter que esconder e conviver com os ferimentos que elas me causam.


sábado, 19 de outubro de 2013

procura-se uma benzedeira



Quando eu digo que uma vibe negativa anda me seguindo, é porque anda mesmo... Não teria final de ano melhor para eu tirar a menor nota da minha vida, ter problemas (leia-se malandragens) com operadora de celular (eu ainda vou te processar, oi), o cartão de crédito clonado, o carregador do computador estragado, amigas ciumentas, pessoas revelando a chatice extrema que existe nelas, e por ai vai. E por ai eu vou, procurando uma benzedeira. Aliás, quem souber de uma, me avise.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

até mais

Daí eu resolvi seguir em frente, dar um limpa nas gavetas, na memória. Fui deixando as pessoas que me fazem mal, os amores que não deram certo, os falsos amigos, as falsas esperanças... tudo aquilo que um dia me impediu de ver mais longe. Tudo que minhas mãos cansaram de carregar. Prometi dias felizes, mentalizei momentos alegres. E fui. Fui ver o sol se pôr da sacada, na esperança de que amanhã ele traga um dia melhor, sorrisos puros, abraços apertados e um amor sincero.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

hard, hard, hard

Eu sabia que não seria fácil, mas não imaginava que seria tão complicado.

 Se eu fosse calcular o saldo dos últimos dias, passaria horas e horas somando e multiplicando números e mais números negativos. A sensação que tenho é que zeus mandou uma outra caixa de pandora, e esta caiu bem em cima da minha cabeça, espalhando aquele lixo todo ao meu redor, lixo que vai impregnando em meus sapatos e caminhando comigo por todo lado.

 No final das contas, ninguém sabe de quem é a culpa. A gente esconde a nossa e tenta ver só a dos outros, mas sempre cai um pouquinho por entre os dedos, um pouquinho que a gente finge não ver, mas sente cair, sabe que está ali. E é esse pouquinho que incomoda, que a gente tenta colocar na mão de novo, segurar mais firme e carregar como se não existisse.

 É assim sempre, a história é a mesma, algumas palavras trocadas, um ponto ou uma vírgula em lugares diferentes, mas nada que interfira no final. Nada suficiente para modificar a maneira que agimos quando, por acaso, ou, graças ao acaso, nos encontramos. Nada que preencha o abismo que fica a cada passo que damos em sentidos opostos.

 E no final a gente realmente não sabe de quem é a culpa!
Se a culpa não é minha, nem sua, é de quem? 


terça-feira, 8 de outubro de 2013

para o Leonardo

Soube, e não foi por um passarinho verde, que você é um leitor assíduo do meu blog. Muito cortês da sua parte frequenta-lo às escondidas. Mas... não queria você, assim como um bobo da corte, tentar entender o que foi escrito para não ser entendido. Não tente e nem queria tentar. Nem mesmo os posts conjuntos! Haha

morro

E eu fiquei pensando no beijo e abraço que você me mandou na última conversa que tivemos, pensando em como seria se você saísse da tela do meu computador e viesse aqui, em carne e osso, trazê-los a mim. Mas agora já se passaram alguns meses, nem sei por onde anda, nem sei mais o que faz, se ainda pedala aos finais de semana ou treina na academia perto do posto. Sei nem se ainda mora na mesma cidade, nem se o número do seu celular continua o mesmo... Mas como eu adoraria saber. Adoraria pedalar com você quando o dia estivesse virando noite. Parar ao seu lado em cima do morro e observar as luzes amarelas da cidade lá embaixo de nós. Como das outras vezes.

domingo, 6 de outubro de 2013

relação cêntrica

Venho há dias tentando mudar o estilo das minhas postagens, sair um pouco dos moldes byronianos que adaptei para mim. E confesso que está difícil. Mas enfim... o domingo está quase acabando, e segunda eu tenho prova. A mais difícil do período, dizem. Daí os minutos viram segundos, vai batendo aquela sensação de "não sei nada", as mãos começam a ficar geladas, sono fica querendo me abandonar... Mas a noite está agradável. E no facebook estão todos apaixonados.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

confissão (2/2)

Agora, olhando a chuva cair, me lembrei daquele dia quente de agosto em que demos as costas um ao outro e seguimos direções opostas, caminhamos por ruas diferentes e chegamos ao mesmo lugar. Na sorveteria onde tudo (re)começou. Pedimos o mesmo açaí: na tigela, com banana, leite em pó e granola. E uma água.

Tivemos começo e recomeço, meios e fins. Eu errei. Errei mesmo, confesso. Errei ao recusar convites, dizer palavras vagas e fingir não me importar. Mas eu também tentei, não na mesma proporção. Eu tentei além, e ainda tento, eu ainda torço.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

confissão (1/2)

Algumas decisões são mesmo estranhas e traiçoeiras. Olhar para trás e ver tudo diferente daquilo que eu via dias desses. Ver bons momentos e boas pessoas virando as esquinas das ruas de um sentido só, das ruas que só se vai e não se volta, enquanto sigo reto, trazendo comigo apenas saudade e um bocado de amor, um pouco não dado e um pouco não correspondido. 

Foi começo e fim. O meio ficou perdido, talvez por eu não saber o que queria, ou por estar no meio de outro fim, ou no fim de um começo, não sei. Tudo está muito confuso e sem querer vou juntando feridas que não cicatrizaram, que ficaram em mim. Vou colecionando palavras não ditas, ligações não feitas e sentimentos não revelados. Vou escondendo lágrimas e preenchendo, com meus melhores sorrisos, as lacunas que me são deixadas e torcendo para que, numa esquina próxima, eu me encontre com o que ficou para trás.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

#chateados com a solicitação

Enquanto o Tibério nerd power respira resina composta, ou compósitos resinosos, como queiram, eu (Rita) e a Mônica afogamos as mágoas nos fones de ouvidos que só saem samba e, vez ou outra, uma música inapropriada para o momento. "Situação do Pedido: não contemplado" 5 palavras e 1 sonho por água abaixo. Unidos pela Amanzônia já era. Em todos os sentidos. Acabou antes mesmo de virar Whatsapp de pobre cult. Acabou junto com a sacada, MGMT sexta-feira meia noite, amendoim, coca-cola (que pode ser substituido por Mineiro, sem alterações na beleza da noite) e as histórias que viriam futuramente, sem dúvidas. Histórias.. nossas histórias... Tantos dias de espera e planos, mas hoje, num momento de esperança, o  "SAIU" visualizado no facebook bloqueado da biblioteca, em poucos segundos, colocou um ponto final em tudo.

Mas ainda há esperanças.. Um bom filho à casa torna. Rita ® Tibério ® e Mônica ®, um dia chegaremos aí.


(Não parece, mas foi triste)




Post conjunto com: Loris Pink (Lorena Rosa) e Milk-kai (Kaique Leite)

so long

Mais uma madrugada em claro. Madrugadas em claro e dias horríveis. Assim tem sido. O sono pegou carona com as lembranças boas e foram embora. Espero que voltem logo, de verdade, mas enquanto isso vou caindo madrugada adentro, com a companhia de Clarice e Mallu. Às vezes você, às vezes nós, e a nostalgia que insiste em não me deixar.

Nas janelas dos vizinhos tudo escuro, vou tecendo fantasias e esperando alguma coisa. Talvez o dia amanhecer...


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Bariloche

Eu adoro Bariloche. A começar pelo nome: Bariloche. Muito legal falar Bariloche, Ba-ri-lo-che. Quero conhecer Bariloche. Tomar um chocolate quente em Bariloche. Me perder na imensidão branca de Bariloche, talvez fazer um boneco de neve, com você... Em Bariloche.

dia bom dia

E hoje amanheceu chovendo. Aquela chuva serena que leva embora qualquer vontade de levantar da cama. E levou mesmo! Abri o livro e por lá fiquei até não poder mais. Ouvi música boa no volume alto, cantei e quase dancei...

Dias assim, que o sol brilha mais fraco, são os mais alegres, ao menos para mim. O vento sopra mais forte e o canto dos pássaros é mais bonito. As pessoas andam mais tranquilas com o vento batendo no rosto e algumas colocam botas, luvas, gorro... Como se estivessem em Bariloche, e isso é engraçado!

aos leitores anônimos:

Meu blog está com 1290 visualizações, gente, por favor, manifestem-se! Descobri que fui descoberta, por isso mudei o endereço do blog... E estou com uma ideia muito legal que quero colocar em prática. Aguardem, leitores anônimos.