quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

textinho rápido de despedida

Desta vez não era tristeza, nem raiva. Era saudade. Das três, a menos pior. Meu Deus, que foi que aconteceu? De repente o silêncio te levou pra tão longe, meu celular não recebia mais mensagens de bom dia  uma hora exatamente calculada  antes deu acordar, e agora outras pessoas ocupam o único banco iluminado pela lua cheia da noite fria.

Deu saudade. Aquele dia ventava como hoje, o vento balançava os galhos das árvores que pareciam dançar para nós a música boa que alguém colocou pra tocar, era scorpions, lembro bem, cantávamos, entre beijos, o refrão conhecido.

Deu saudade, e lamentei lembrar que aquele fora o último dos muitos sábados que vi virar domingos com você, que talvez nunca mais eu encontre alguém para jogar moedas disfarçadamente na fonte do parque e depois sair rindo como se não houvesse amanhã. E, agora, pensando em você, percebi que cercado por tanta dor, ainda existe amor puro e sincero.

Os próximos dias exigem escolhas nada fáceis, e, confesso, tenho medo! Tenho medo porque sei que o que vai me dizer é irreversível, altamente doloridoo, e sem cura nem remédio. Tenho medo porque meu coração não é de pedra, e ele já foi mais forte.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Chegou a hora de decidir, escolher em qual porta entrar, entre sair ou ficar, falar ou calar. Tomar uma decisão não é fácil, nunca foi.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

infarto


o coração,
por pouco tempo,
parou.
a dor, 
por um longo tempo,
ficou.

todo mundo chorou
de dor
de amor.

sábado, 16 de agosto de 2014

~Madrugando~

E de pensar que na sexta passada tudo corria a mil maravilhas, tinha a gente debaixo daquela lua enorme e linda, tinha alguém cantando mpb afinado no bistrô e mais gente que eu nunca, em meus vinte anos de vida, tinha visto na minha cidade pequena . Hoje o celular tocou e não era você, não teve mensagem no whatsapp, face, nem nada. A pergunta que eu esperei não foi feita e as mil e uma respostas que simulei para ela foram se perdendo pela noite insone.

Já pensei em suas obrigações que tomam grande parte do seu tempo, na briga barata que poderia ter acontecido hoje depois de um esbarrão proposital, no meu armário bagunçado, no lixo que deveria ir lá para baixo antes das 23h. Já deslizei o dedo no celular e vi que não fiz quase nada do que anotei para fazer hoje. E quando lembro que na geladeira não tem nada além de gelo e que descongelar a geladeira e ir ao mercado eram dois itens da minha enorme lista no celular, começo a pensar na preguiça que me causam esses pequenos deveres.

E então levanto, sinto o chão que absorve o frio dos 19° que fazem lá fora, confiro se a porta está trancada, recolho os sapatos espalhados pela casa e coloco a água para esquentar. A madrugada pede chá e talvez todos os musicais do velho Chico em 90 minutos para me fazerem companhia enquanto passeio pelas conversas e emails antigos que tenho salvo, ou enquanto percorro as idéias perdidas nas entrelinhas que guardei na memória. Talvez eu só leia o segundo livro do Percy Jackson já que agora ninguém da cidade pode me incomodar.

E enquanto os outros dormem, minha madrugada é infinita. Enquanto os outros dormem eu vejo a imensidão negra da noite se transformando em luz do dia.

terça-feira, 29 de julho de 2014

*quatro*

Mas, de novo: a linha é tênue. Amanhã já não sei.

**três**

Ontem eu era esperança, hoje sou desalento. Até quando? Não sei! Talvez até o próximo segundo, talvez até amanhã, ou depois... Tão irônico é o fim: termina ali naquele momento transitório entre o adeus e a nova mensagem no whatsapp. São períodos de escuridão e luz. O ponto final é momentâneo e a linha entre o fim e o começo, tênue. Mas ainda assim foi necessário perceber que tudo definitivamente havia acabado quando o silêncio foi maior que a vontade, em todos os sentidos, em ambos os lados. Ali, agora, não teria mais volta.

*dois*

Recusei o convite, não fui onde você queria e nem fiz esforço algum para qualquer outro encontro. Estava no meu direito de mágoa, de descontentamento e dissabor, e, portanto, determinada a não ceder a sentimentos tão irracionais.

E é verdade que todo aquele tempo que usamos para instaurar o acordo acabou feito um copo estilhaçado no chão, e não poderia ser diferente: tinha sido tudo em vão. Naquele momento eu não tinha notado tantas coisas perdidas nas entrelinhas, tanto silêncio no barulho. A mim faltava habilidade para isso, a você, vontade.

*um*

Fazia o mesmo percurso de sempre. 1 hora cronometrada no celular, passava pelo mercado, 3 minutos até virar na ponte e chegar em casa. Nem sei o que procurava quando resolvi aumentar alguns quilômetros no meu circuito decorado, acho que um pouco de devaneio barato, ar fresco, nada além. Mas te encontrei ali, depois de virar a esquina, e me desfiz num sorriso desalinhado. Quanto tempo! 1 mês? 2? 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Era para ser, e não foi

Ir ou ficar? Essa lâmina afiada, pequena e ingrata que vive nos partindo. Sei bem que, do lado de lá, depois dessa porta que me confina, existe todo um mundo bonito, tentador, mas permaneço presa por minha consciência e meu coração partido que me impedem de girar a chave, de caminhar para longe.

Arrisquei-me, e fui! O ar fresco do início da manhã batia em meu rosto enquanto eu caminhava, a dúvida era fiel companheira, mas eu queria te ver, te dizer algumas coisas que ficaram perdidas no passar dos dias, queria te ver para gotejar nossas lágrimas sofisticadas, nossa solidão habitada. Não consigo me conter a insistência em cutucar estas feridas rasas.

Não demorou, e te vi, distante. A essa altura eu nem recordava mais o discurso decorado que fiz para a situação. Somos dados viciados, nossa relação nunca conseguiria desprender daquilo que poderia ter sido e não foi. Mas sei que o amor mais sem esperanças é mais iluminado do que essas lacunas que se abrem dentro de nossos silêncios, nossos dias insones, nossas memórias pregressas.

Pensar no celular apertado pelos dedos suados, nas consequências de uma ligação feita, é melhor do que enfrentar a finitude alheia, as entrelinhas despercebidas, o cansaço de alguma coisa feita em vão. E além do mais, sou forte, já me encontrei demais para me deixar levar por qualquer vento de amor, qualquer brisa de verão. Tenho os pés no chão. Resisto. Paro onde estou e te observo ao longe, distante.

domingo, 1 de junho de 2014

Já estava fechando as janelas para voltar para a aula, quando o celular toca. Não one day como de costume, mas so long, new love. Terceira vez na semana, estou contando. Sei quem liga, mas ainda assim, olho para o celular, meio incrédula, como das outras vezes. E naquela dúvida entre atender e não atender, acabo ficando com a segunda opção. Não demora muito e o celular toca novamente, so long, new love, I came to say goodbay, dessa vez atendo. A voz meio rouca, mas no tom ideal, nem baixo e nem alto, entregava o sorriso assimétrico e o humor doce: mas está difícil, ein?! você diz, você já foi mais rápida...

Há um ano, dois, talvez, o celular tocava outra música quando você me ligava. Taquicardia era fiel companheira do oi até o tchau, mas agora, dada as circunstâncias, muita coisa mudou. Começo a ficar sem assunto. Tenho que desligar, conheço os meus limites. Estou indo ao mercado, depois nos falamos, digo.

Da outra vez que me ligou, os bons vento da noite de hoje-é-quinta-e-amanhã-vou-para-casa me deixaram mais animada. Cinema amanhã? Ou um açaí? Sorrio. Um sorriso meio irônico, meio sincero. Cinema e açaí com você eram três das minhas paixões. Vou direto para a fazenda, menti.

Até tento nos enganar, fazer de conta que não me importo mais. Te ver entrar e sair do facebook e não dizer nem oi, ou demorar horrores para te responder quando você inicia uma conversa. Mas sou ruim no disfarce. E você sabe disso.

Podíamos no encontrar menos, uma vez no ano, quem sabe... com um abraço envergonhado, fingindo  que nossa história nunca existiu. Mas não. Não porque te criei à imagem e semelhança das minhas melhores ilusões, e assim você tem permanecido. Fecho os olhos e torço: não ligue mais. Sei que sou refém das suas idas e vindas. Não quero te atender. Não quero aceitar seus convites... Mas é que é tão difícil resistir.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

quase fim

Os dias iam passando com aquela velocidade de cruzeiro, nenhuma novidade, nenhuma notícia. Chuva toda hora, cidade esfumaçada. O dia todo, a noite toda, sem fim. Foi madrugada adentro, ouvindo o velho Chico, que me atentei para o celular que acusava uma mensagem não lida. Tão breve, apenas quatro palavras, palavras que me fizeram perceber que é necessário muito mais compreensão para que mudanças significativas aconteçam. É verdade que meu coração ainda é tão frágil, que frases curtas ainda me causam taquecardias seguidas de sinestesias e outras tantas sensações. O fato é que, independentemente do que eu respondesse, ia ficar por isso mesmo: sim. "Sim" e nada  além de um imenso vazio entre nós. E ficamos assim: tudo certo e nada resolvido. Mas e ai, meu coração, onde é que fica?


segunda-feira, 7 de abril de 2014

miss ya

Hoje sou saudades, lembrança... Sou os dias mais felizes do passado, sou vários anos em minutos. Hoje sou os sorrisos fáceis seguidos de profundas nostalgias. 

*

Fazia tempo que eu não era assim, não sei se por causa da correria do dia a dia, ou por eu me sentir plena a ponto de não te procurar mais em cada esquina, cada abraço, cada sorriso. Mas ontem dormi olhando pra lua estampada na minha janela e hoje vi a chuva que caia no intervalo entre o nascer do sol e o dia-cão. Saí para o vazio da rua pensando em você, daí o estrago já estava feito, eu já conhecia aquela sensação de dúvida entre ligar ou não ligar, do medo de não ser atendida ou de não saber o que falar. 

*

E ainda tinha o Vinícius que coloquei pra tocar, sem querer.. onde anda você?

quinta-feira, 27 de março de 2014

Muito se passou desde aquela última noite deliciosa de março, da gente, juntos, sob o céu estrelado. Do vento frio no rosto. Do barulho dos copos sendo colocados no chão. Das músicas boas ao fundo das nossas conversas na madrugada. Do violão, do Chico, do Nando e do Caetano. Tantas coisas perdidas no passar desses trezentos e poucos dias que se iniciaram e se encerraram quase sempre sem cor, sem amor...

sexta-feira, 7 de março de 2014

Os girassóis! Continuam trazendo a força, esperança e beleza de bons tempos...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Parece que vai começar tudo de novo! Com o mesmo começo de outrora... Só espero que tenha um novo fim.