Cuidado para não achar que tudo escrito aqui é verdade. Nem de pipoca com chá eu gosto! Repito: Cuidado!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Post de fim de ano incompleto
E o fim do ano chegou, junto com ele algo pesando nas costas, o peso dos quase 365 dias, dos desejos do ano novo passado não realizados, dos arrependimentos, daquele tanto de coisas que a gente queria fazer e não fez, ou não fez como deveria. É triste, sim, eu sei, mas como tudo que é ruim, passa. Passa rápido, até! Agora mesmo chega janeiro. Outro mês, outro ano, outras expectativas, desejos, planos e promessas.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Segunda semana de férias e eu aqui sem muita coragem de sair de casa, de encarar as ruas, os bares, os locais que costumávamos frequentar ou até mesmo você por ai. Verdade! Eu realmente estou com medo de me deparar com você, medo de trocar olhares, de um contato de epidermes por mais breve que seja... essas coisas doloridas, sabe? Essas coisas que eu tentei evitar, sim, eu tentei, ah, tentei!
Veja bem, eu esperei, esperei muito por uma ligação no final da tarde ou no começo do dia, por uma mensagem tarde da noite ou você aqui na tarde de algum dia. Mas você simplesmente dobrou a esquina e me deixou a ver navios. Saiu sem dizer até breve, hasta la vista, adeus, nem mesmo tchau.
Tenho me sentido errada na tradução. Descobrindo o porque disso, se a culpa foi minha, sua -ou nossa- dos (des)encontros, do destino, ou qualquer outra coisa parecida. Vou vivendo os dias que passam lentamente, que morrem quase sempre sem paixões nem brilho. A vida segue, do jeito que tem que ser.
Mas você se foi
Veja bem, eu esperei, esperei muito por uma ligação no final da tarde ou no começo do dia, por uma mensagem tarde da noite ou você aqui na tarde de algum dia. Mas você simplesmente dobrou a esquina e me deixou a ver navios. Saiu sem dizer até breve, hasta la vista, adeus, nem mesmo tchau.
Tenho me sentido errada na tradução. Descobrindo o porque disso, se a culpa foi minha, sua -ou nossa- dos (des)encontros, do destino, ou qualquer outra coisa parecida. Vou vivendo os dias que passam lentamente, que morrem quase sempre sem paixões nem brilho. A vida segue, do jeito que tem que ser.
Mas você se foi
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Quase uma carta (aberta)
Caro Taviola,
juro que ouvindo Mallu me deu uma vontade de escrever para você, mesmo... Acho que é um sinal... "Olha só, moreno" às 22h, de uma sexta supimpa como as de outrora (rs)!! O tempo anda difícil e a vida tropeçando... eu caindo, levantando, e você me ajudando, sempre. Veja bem, o ano está acabando, e ainda há muitos i's para sempre pingados, muitas frases para serem pontualizadas, não sei se com vírgulas, pontos finais, exclamações ou interrogações, também não sei como isso vai terminar, se do jeito que pensamos ou com uma reviravolta nunca imaginada...
Talvez seja melhor continuarmos nesse estágio de dúvida que caminha junto com uma alegria plena, ok, uma alegria, sem o plena, mas que dá para ir levando. Talvez eu esteja vendo em cada canto o lado bom, mas penso que agora pode ser diferente. Tem que ser! Novo ano, dois mil e catorze. Olha só, parecia tão distante, mas já está aí, limpando os pés no tapete, batendo à porta e dando bons tapas em nossas caras. 2014...
???
Com carinho, esperança, saudade ...,
kamiloca boboca
juro que ouvindo Mallu me deu uma vontade de escrever para você, mesmo... Acho que é um sinal... "Olha só, moreno" às 22h, de uma sexta supimpa como as de outrora (rs)!! O tempo anda difícil e a vida tropeçando... eu caindo, levantando, e você me ajudando, sempre. Veja bem, o ano está acabando, e ainda há muitos i's para sempre pingados, muitas frases para serem pontualizadas, não sei se com vírgulas, pontos finais, exclamações ou interrogações, também não sei como isso vai terminar, se do jeito que pensamos ou com uma reviravolta nunca imaginada...
Talvez seja melhor continuarmos nesse estágio de dúvida que caminha junto com uma alegria plena, ok, uma alegria, sem o plena, mas que dá para ir levando. Talvez eu esteja vendo em cada canto o lado bom, mas penso que agora pode ser diferente. Tem que ser! Novo ano, dois mil e catorze. Olha só, parecia tão distante, mas já está aí, limpando os pés no tapete, batendo à porta e dando bons tapas em nossas caras. 2014...
???
Com carinho, esperança, saudade ...,
kamiloca boboca
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
e agora, 2014?!
E então eu tenho que aceitar os fatos. Aceitar que o vento levou para
longe todo aquele futuro bonito e tentador que teríamos pela frente. Que
continuei aqui, com a esperança que nunca morre, algumas poucas
notícias e muitas saudades. Eu esperava encontrar seu nome ali, dentre
os 50 primeiros, e foi a partir daí que imaginei boa parte dos meus dias futuros, sim, porque 2014 seria, conforme o combinado, o ano do recomeço, dos bons momentos e das boas histórias. Mas agora me vejo num futuro incerto, sem muitas expectativas, sem muitas realizações quando o assunto é você.
Sei que ficar escrevendo aqui não vai adiantar muita coisa, sei que você pensa que acabou blog, afinal eu mudei o endereço do tão conhecido "letit_be" para "pipocaecha", mas eu continuo aqui tentando verbalizar os momentos, os sentimentos, mesmo que em vão. Veja bem, eu sei de muitas coisas que você não sabe: horários, perfumes, alguns vícios e virtudes e outras tantas que eu gostaria que soubesse, adoraria, até. Adoraria te falar todas aquelas coisas que deixamos passar nos nossos dias corridos e o quanto ainda torço por nós.
Nunca te falarei isso, não cabe a mim o próximo passo. Sei que devo esperar por uma resposta, e sei que suporto a espera. Eu sempre esperei, afinal.
Sei que ficar escrevendo aqui não vai adiantar muita coisa, sei que você pensa que acabou blog, afinal eu mudei o endereço do tão conhecido "letit_be" para "pipocaecha", mas eu continuo aqui tentando verbalizar os momentos, os sentimentos, mesmo que em vão. Veja bem, eu sei de muitas coisas que você não sabe: horários, perfumes, alguns vícios e virtudes e outras tantas que eu gostaria que soubesse, adoraria, até. Adoraria te falar todas aquelas coisas que deixamos passar nos nossos dias corridos e o quanto ainda torço por nós.
Nunca te falarei isso, não cabe a mim o próximo passo. Sei que devo esperar por uma resposta, e sei que suporto a espera. Eu sempre esperei, afinal.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
fungindo à regra
Ainda morro disso! Mesmo! Vendo você assim, com uma frequência maior, no mesmo lugar. Agora de cabelo curto e de camisa xadrez, mas com o mesmo olhar adorável.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
domingo, 24 de novembro de 2013
bons ventos, querido
Na
calada da noite me peguei pensando na resposta que me deram, fui jogando
verde até que consegui chegar onde eu queria. Mesmo longe, agora tudo
fez sentido. Não o sentido que eu imaginava, que eu esperava, mas fez.
Uns problemas. Egoísta que fui, não enxerguei além de mim, fiquei aqui,
escrevendo para você, de você, de nós, de mim, enquanto você estava aí,
na pior, na quarentena. O chão sob meus pés se abriu depois que li todas aquelas palavras traiçoeiras. Eu que passei dia após dia procurando saber de quem era culpa, hoje sei,
era minha. Hoje sei, e peço desculpas, para você e para mim. Esse mundo que anda tão complicado, meu bem, e assim é a vida,
cheia de surpresas, algumas boas, outras nem tanto. Mas
saiba que vai dar tudo certo, e que estou de cá, mandando energia boa,
mesmo longe, agora faz sentido.
domingo, 17 de novembro de 2013
Estranho como você continua tão presente mesmo estando tão ausente. Tão presente apesar da distância, do silêncio orgulhoso, do oi e tchau, e só. Hoje quando meus olhos rapidamente visualizaram seu nome lá junto a outros tantos, bateu uma saudade, uma esperançazinha apontando bem no fundo, e que ia crescendo a cada passo dado, em vão. Te esperei. Tramei um encontro que parecesse mais natural possível, em vão. Você não apareceu, chegou antes de mim, ou depois que saí, não sei. Também não saberei. Mas enquanto eu caminhava de volta para casa, o sol estava fritando, as ruas cheias, e eu torci, torci por você, talvez por nós. Torço para ver seu nome de novo, daqui alguns dias. E para ver seus olhos também, daqui uns dias. Todos os dias.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
"Tudo se resume nisso: me sinto uma bosta, mas pareço ótimo"
(Psicopata Americano)
Nessa noite estranha de terça-feira, em meios aos acontecimentos recentes, pensei que talvez fosse a hora de trancar as dores e os desencantos na gaveta e jogar as chaves fora. Quando vejo os saldos dos últimos dias, percebo que tenho apostado muitas fichas em mãos derrotadas. E embora não pareça, tenho perdido, muito.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
reforçando:
Eu sei que meu blog está tendo uma repercussão maior do que eu gostaria. Mas já que aconteceu, preciso esclarecer uma coisa: quase nada aqui escrito condiz com a realidade. Não se iluda com minhas verdades inventadas, minhas verdades aumentadas, minhas verdades.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
~quatro~
Apesar dos pesares, novembro começou doce, adorável, sedutor. Chuva fina caindo lá fora, o sol dando as caras vezenquando, fraco, apenas fazendo o seu papel, e depois chuva fina de novo, às vezes sol fraco e chuva fina, juntos, do jeito que eu gosto. Flores bonitas por toda parte, pássaros voando alto no céu ou cantando perto da janela. Tinha tudo para ser um doce novembro, como muitos outros já foram. Doce primavera, doce amor.
domingo, 3 de novembro de 2013
~três~
Até mais. Adeus. Quatro meses. Pouco mais, pouco menos. Se eu quisesse, saberia com precisão as horas, os minutos, talvez até os segundos que se passaram depois daquele dia cinzento que te deixei tomando chá gelado de manga e saí para o frio da noite, à francesa, sem sequer olhar para trás. Mas recordo bem, ainda hoje, dos espaços em branco, das entrelinhas, do silêncio. Até mais. Adeus. Tanta perda, tanta dor desde então.
~dois~
Um ano, trezentos e sessenta e cinco dias bem divididos entre os sorrisos doces e o gosto amargo do fel. A linha que me prendia à alegria se rompeu depois que você se foi. O que me restou foram dias cheios. Cheios de tanto vazio. Cheios de saudades, de lembranças. Lembranças que tentei deixar para trás para continuar seguindo. Mas veja bem, passaram-se vários dias e ainda te espero tarde da noite, nas tardes dos dias. E quando, vez em sempre, lembro do nossos doces dias juntos, eu sorrio, um sorriso meio triste, algo machucando, arranhando levemente as feridas, descascando, sangrando.
sábado, 2 de novembro de 2013
~um~
Hoje não vou me importar se o porteiro interfonar para reclamar do barulho, vou ouvir música no volume máximo, comer amendoim e tomar coca trincando de gelada enquanto assisto o sábado virando domingo, enquanto vejo cada minuto que completa a hora passar e levar consigo o dia que era para ser um dos melhores do ano. É triste sim, eu sei, ver cada segundo do dia indo embora e não poder fazer nada... Depois de tanto tempo, tantas expectativas.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
quinta da discórdia
Há muito eu queria falar da quinta dos amigos, antes mesmo dela virar quinta da discórdia. Já havia pensado e começado, mas nem dei continuidade. A quinta dos amigos (que começa quinta e termina sexta) continua, para nós, os integrantes, os amigos, a mesma noite adorável de sempre. Partidas incríveis de scrabble, vídeos e fotos legais, música e comida boa, the voice, às vezes amor e sexo, às vezes bronca do porteiro, às vezes visitas (in)esperadas.... E às vezes "porque hoje tem quinta dos amigos"! Whyyyyyyy?!? Why, gente!?!
Enquanto fotos nossas rolam nas conversas em grupos e nossos nomes nas mais diversas bocas... nós nos divertimos. Divertimos muito, garanto. Inventamos palavras, combinamos de falar "botequim!?!", gravamos, e rimos muito disso. Muito mesmo, até que os sons de nossas risadas saem pelos vãos da porta e inundam as paredes vizinhas. Lá dentro ninguém sabe o que eles provocam, mas imaginamos.
E rimos disso também!
A próxima quinta dos amigos não tem lugar definido, mas teremos que correr, tem gente querendo entrar... But... bye bye, so long!
(Milk kai disse que tem vontade de mandar todo mundo ir tomar... na caneca i like odonto - doctor shop, talvez.)
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
> > >
Noite bonita, chuva caindo suavemente. Como de costume simulo uma ligação que nunca é realizada, escrevo uma mensagem que fica salva nos rascunhos junto com outras tantas, releio conversas, emails, mensagens, entro no seu perfil do face que não tem nem foto, nem nada de novo, nunca. Ouço Caetano, procuro coisas antigas, procuro pistas, procuro um brilho de esperança em meio a tantas cinzas, procuro o erro ou, quem sabe, o acerto que justifique tudo.
Esses dias frios são adoráveis, porém tristes... Essas lembranças, esse vazio...
sábado, 26 de outubro de 2013
madrugando (2/2)
Se você ficasse, eu daria o melhor de mim, te guiaria pelos meus silêncios, e sob o céu de estrelas te mostraria os textos trancados na gaveta, minha caixa de cartas e fotos, as que você jamais imaginou existir. Se você ficasse, teríamos tantos filmes para ver, tantas coisas para ler, ouvir e escrever. Se você ficasse, faríamos planos, viajaríamos para a África, para a Rússia, iríamos de bicicleta até a cachoeira e lá faríamos um piquenique. Se você ficasse assim, eternamente ao meu lado, seria tão bom, a gente até faria um dueto fora do tom.
Mas você não ficou, e eu continuei vivendo. Buscando, me perdendo. Às vezes pior, pouco melhor, quem compreenderia? Mas se você ficasse, ah, se você ficasse... seria tão bom...
madrugando (1/2)
Noite quente de um outubro quase no fim, e a cidade dorme. Da minha janela que, talvez por ironia do destino, fica paralela à sua, observo as estrelas do Cruzeiro do Sul que exibem seus brilhos radiantes na imensidão negra da noite. E me perco. Perco-me olhando as estrelas. As estrelas que servem de guia para muitos seguirem em frente são as mesmas que me carregam para trás.
Perdida em tantas lembranças, toco em meu teclado, no volume um, a canção que você me ensinou, e que eu, propositalmente, demorei a aprender. Demoraria ainda mais se eu tivesse uma mínima noção do que viria com o passar dos dias. Se eu soubesse de antemão que tocaria para você e não mais com você. Copiaria com calma toda a letra da música sem me preocupar com o passar das horas, dos dias... Mas o tempo é traiçoeiro... os ponteiros do relógio me desafiam a cada segundo que se passa.
Perdida em tantas lembranças, toco em meu teclado, no volume um, a canção que você me ensinou, e que eu, propositalmente, demorei a aprender. Demoraria ainda mais se eu tivesse uma mínima noção do que viria com o passar dos dias. Se eu soubesse de antemão que tocaria para você e não mais com você. Copiaria com calma toda a letra da música sem me preocupar com o passar das horas, dos dias... Mas o tempo é traiçoeiro... os ponteiros do relógio me desafiam a cada segundo que se passa.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
~dois~
Eu queria te responder à altura, dizer as palavras que você merecia escutar, e sem pensar nas consequências. Sem me importar com o que viria após o girar da chave, depois que eu virasse as costas, talvez arrependida.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
~um~
Eu me pego percorrendo os mesmos caminhos, procurando entender as entrelinhas que passaram despercebidas. Tentando encontrar a razão, a explicação, o motivo, se é que existem. Sei que deveria escutar Clarice, seria mesmo bem mais fácil viver sem preocupar em entender, mas na prática a teoria é outra, já dizem por ai.
Mas devo admitir que estou cansando. Cansando de ter que ouvir as palavras que saem como lâminas afiadas da sua boca, cansando de ter que esconder e conviver com os ferimentos que elas me causam.
sábado, 19 de outubro de 2013
procura-se uma benzedeira
Quando eu digo que uma vibe negativa anda me seguindo, é porque anda mesmo... Não teria final de ano melhor para eu tirar a menor nota da minha vida, ter problemas (leia-se malandragens) com operadora de celular (eu ainda vou te processar, oi), o cartão de crédito clonado, o carregador do computador estragado, amigas ciumentas, pessoas revelando a chatice extrema que existe nelas, e por ai vai. E por ai eu vou, procurando uma benzedeira. Aliás, quem souber de uma, me avise.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
até mais
Daí eu resolvi seguir em frente, dar um limpa nas gavetas, na memória. Fui deixando as pessoas que me fazem mal, os amores que não deram certo, os falsos amigos, as falsas esperanças... tudo aquilo que um dia me impediu de ver mais longe. Tudo que minhas mãos cansaram de carregar. Prometi dias felizes, mentalizei momentos alegres. E fui. Fui ver o sol se pôr da sacada, na esperança de que amanhã ele traga um dia melhor, sorrisos puros, abraços apertados e um amor sincero.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
hard, hard, hard
Eu sabia que não seria fácil, mas não imaginava que seria tão complicado.
Se eu fosse calcular o saldo dos últimos dias, passaria horas e horas somando e multiplicando números e mais números negativos. A sensação que tenho é que zeus mandou uma outra caixa de pandora, e esta caiu bem em cima da minha cabeça, espalhando aquele lixo todo ao meu redor, lixo que vai impregnando em meus sapatos e caminhando comigo por todo lado.
No final das contas, ninguém sabe de quem é a culpa. A gente esconde a nossa e tenta ver só a dos outros, mas sempre cai um pouquinho por entre os dedos, um pouquinho que a gente finge não ver, mas sente cair, sabe que está ali. E é esse pouquinho que incomoda, que a gente tenta colocar na mão de novo, segurar mais firme e carregar como se não existisse.
É assim sempre, a história é a mesma, algumas palavras trocadas, um ponto ou uma vírgula em lugares diferentes, mas nada que interfira no final. Nada suficiente para modificar a maneira que agimos quando, por acaso, ou, graças ao acaso, nos encontramos. Nada que preencha o abismo que fica a cada passo que damos em sentidos opostos.
E no final a gente realmente não sabe de quem é a culpa!
Se a culpa não é minha, nem sua, é de quem?
Se eu fosse calcular o saldo dos últimos dias, passaria horas e horas somando e multiplicando números e mais números negativos. A sensação que tenho é que zeus mandou uma outra caixa de pandora, e esta caiu bem em cima da minha cabeça, espalhando aquele lixo todo ao meu redor, lixo que vai impregnando em meus sapatos e caminhando comigo por todo lado.
No final das contas, ninguém sabe de quem é a culpa. A gente esconde a nossa e tenta ver só a dos outros, mas sempre cai um pouquinho por entre os dedos, um pouquinho que a gente finge não ver, mas sente cair, sabe que está ali. E é esse pouquinho que incomoda, que a gente tenta colocar na mão de novo, segurar mais firme e carregar como se não existisse.
É assim sempre, a história é a mesma, algumas palavras trocadas, um ponto ou uma vírgula em lugares diferentes, mas nada que interfira no final. Nada suficiente para modificar a maneira que agimos quando, por acaso, ou, graças ao acaso, nos encontramos. Nada que preencha o abismo que fica a cada passo que damos em sentidos opostos.
E no final a gente realmente não sabe de quem é a culpa!
Se a culpa não é minha, nem sua, é de quem?
terça-feira, 8 de outubro de 2013
para o Leonardo
Soube, e não foi por um passarinho verde, que você é um leitor assíduo do meu blog. Muito cortês da sua parte frequenta-lo às escondidas. Mas... não queria você, assim como um bobo da corte, tentar entender o que foi escrito para não ser entendido. Não tente e nem queria tentar. Nem mesmo os posts conjuntos! Haha
morro
E eu fiquei pensando no beijo e abraço que você me mandou na última conversa que tivemos, pensando em como seria se você saísse da tela do meu computador e viesse aqui, em carne e osso, trazê-los a mim. Mas agora já se passaram alguns meses, nem sei por onde anda, nem sei mais o que faz, se ainda pedala aos finais de semana ou treina na academia perto do posto. Sei nem se ainda mora na mesma cidade, nem se o número do seu celular continua o mesmo... Mas como eu adoraria saber. Adoraria pedalar com você quando o dia estivesse virando noite. Parar ao seu lado em cima do morro e observar as luzes amarelas da cidade lá embaixo de nós. Como das outras vezes.
domingo, 6 de outubro de 2013
relação cêntrica
Venho há dias tentando mudar o estilo das minhas postagens, sair um pouco dos moldes byronianos que adaptei para mim. E confesso que está difícil. Mas enfim... o domingo está quase acabando, e segunda eu tenho prova. A mais difícil do período, dizem. Daí os minutos viram segundos, vai batendo aquela sensação de "não sei nada", as mãos começam a ficar geladas, sono fica querendo me abandonar... Mas a noite está agradável. E no facebook estão todos apaixonados.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
confissão (2/2)
Agora, olhando a chuva cair, me lembrei daquele dia quente de agosto em que demos as costas um ao outro e seguimos direções opostas, caminhamos por ruas diferentes e chegamos ao mesmo lugar. Na sorveteria onde tudo (re)começou. Pedimos o mesmo açaí: na tigela, com banana, leite em pó e granola. E uma água.
Tivemos começo e recomeço, meios e fins. Eu errei. Errei mesmo, confesso. Errei ao recusar convites, dizer palavras vagas e fingir não me importar. Mas eu também tentei, não na mesma proporção. Eu tentei além, e ainda tento, eu ainda torço.
Tivemos começo e recomeço, meios e fins. Eu errei. Errei mesmo, confesso. Errei ao recusar convites, dizer palavras vagas e fingir não me importar. Mas eu também tentei, não na mesma proporção. Eu tentei além, e ainda tento, eu ainda torço.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
confissão (1/2)
Algumas decisões são mesmo estranhas e traiçoeiras. Olhar para trás e ver
tudo diferente daquilo que eu via dias desses. Ver bons momentos e boas pessoas
virando as esquinas das ruas de um sentido só, das ruas que só se vai e não se volta, enquanto sigo reto, trazendo comigo
apenas saudade e um bocado de amor, um pouco não dado e um pouco não correspondido.
Foi começo e fim. O meio ficou perdido, talvez por eu não saber o que queria, ou por estar no meio de outro fim, ou no fim de um começo, não sei. Tudo está muito confuso e sem querer vou juntando feridas que não cicatrizaram, que ficaram em mim. Vou colecionando palavras não ditas, ligações não feitas e sentimentos não revelados. Vou escondendo lágrimas e preenchendo, com meus melhores sorrisos, as lacunas que me são deixadas e torcendo para que, numa esquina próxima, eu me encontre com o que ficou para trás.
Foi começo e fim. O meio ficou perdido, talvez por eu não saber o que queria, ou por estar no meio de outro fim, ou no fim de um começo, não sei. Tudo está muito confuso e sem querer vou juntando feridas que não cicatrizaram, que ficaram em mim. Vou colecionando palavras não ditas, ligações não feitas e sentimentos não revelados. Vou escondendo lágrimas e preenchendo, com meus melhores sorrisos, as lacunas que me são deixadas e torcendo para que, numa esquina próxima, eu me encontre com o que ficou para trás.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
#chateados com a solicitação
Enquanto o Tibério nerd power respira resina composta, ou compósitos resinosos, como queiram, eu (Rita) e a Mônica afogamos as mágoas nos fones de ouvidos que só saem samba e, vez ou outra, uma música inapropriada para o momento. "Situação do Pedido: não contemplado" 5 palavras e 1 sonho por água abaixo. Unidos pela Amanzônia já era. Em todos os sentidos. Acabou antes mesmo de virar Whatsapp de pobre cult. Acabou junto com a sacada, MGMT sexta-feira meia noite, amendoim, coca-cola (que pode ser substituido por Mineiro, sem alterações na beleza da noite) e as histórias que viriam futuramente, sem dúvidas. Histórias.. nossas histórias... Tantos dias de espera e planos, mas hoje, num momento de esperança, o "SAIU" visualizado no facebook bloqueado da biblioteca, em poucos segundos, colocou um ponto final em tudo.
Mas ainda há esperanças.. Um bom filho à casa torna. Rita ® Tibério ® e Mônica ®, um dia chegaremos aí.
(Não parece, mas foi triste)
Post conjunto com: Loris Pink (Lorena Rosa) e Milk-kai (Kaique Leite)
Mas ainda há esperanças.. Um bom filho à casa torna. Rita ® Tibério ® e Mônica ®, um dia chegaremos aí.
(Não parece, mas foi triste)
Post conjunto com: Loris Pink (Lorena Rosa) e Milk-kai (Kaique Leite)
so long
Mais uma madrugada em claro. Madrugadas em claro e dias horríveis. Assim tem sido. O sono pegou carona com as lembranças boas e foram embora. Espero que voltem logo, de verdade, mas enquanto isso vou caindo madrugada adentro, com a companhia de Clarice e Mallu. Às vezes você, às vezes nós, e a nostalgia que insiste em não me deixar.
Nas janelas dos vizinhos tudo escuro, vou tecendo fantasias e esperando alguma coisa. Talvez o dia amanhecer...
Nas janelas dos vizinhos tudo escuro, vou tecendo fantasias e esperando alguma coisa. Talvez o dia amanhecer...
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Bariloche
Eu adoro Bariloche. A começar pelo nome: Bariloche. Muito legal falar Bariloche, Ba-ri-lo-che. Quero conhecer Bariloche. Tomar um chocolate quente em Bariloche. Me perder na imensidão branca de Bariloche, talvez fazer um boneco de neve, com você... Em Bariloche.
dia bom dia
E hoje amanheceu chovendo. Aquela chuva serena que leva embora qualquer vontade de levantar da cama. E levou mesmo! Abri o livro e por lá fiquei até não poder mais. Ouvi música boa no volume alto, cantei e quase dancei...
Dias assim, que o sol brilha mais fraco, são os mais alegres, ao menos para mim. O vento sopra mais forte e o canto dos pássaros é mais bonito. As pessoas andam mais tranquilas com o vento batendo no rosto e algumas colocam botas, luvas, gorro... Como se estivessem em Bariloche, e isso é engraçado!
Dias assim, que o sol brilha mais fraco, são os mais alegres, ao menos para mim. O vento sopra mais forte e o canto dos pássaros é mais bonito. As pessoas andam mais tranquilas com o vento batendo no rosto e algumas colocam botas, luvas, gorro... Como se estivessem em Bariloche, e isso é engraçado!
aos leitores anônimos:
Meu blog está com 1290 visualizações, gente, por favor, manifestem-se!
Descobri que fui descoberta, por isso mudei o endereço do blog... E estou com
uma ideia muito legal que quero colocar em prática. Aguardem, leitores
anônimos.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
mesmo longe
Hoje, por um descuido, um momento de fraqueza, uma letra do seu nome no pesquisar do face me levou até seu perfil. Nada vindo de você, como sempre, e como isso me irrita. Alguns amigos novos, e só. Nenhuma foto, publicação, compartilhamento... nada. Só que... mesmo longe? Mesmo longe?!
Where are you now?
I miss and love you so much...
Where are you now?
I miss and love you so much...
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
dream
Nada mais doloroso do que um tiro na ilusão há muito criada. Um tiro certeiro e sem aviso prévio, daqueles que a gente só ouve o barulho e vê o desespero em seguida. Durante essa semana fugi da realidade, vivi utopias enquanto estava no “mundo da Lua”.
Minha concentração não anda lá essas coisas. Em questão de minutos atravesso oceanos de navio e volto de avião, caminho pelas ruas de Londres, vejo elefantes e girafas na África. Alone ou together, feliz ou não.
Sonhar não custa nada, dizem por ai, ledo engano. Sonhar custa, vez ou outra, um péssimo dia com algumas lágrimas de brinde no final. Quem um dia disse isso não pensou nas dúvidas, incertezas, desilusões que se pode ter como saldo, negativo, diga-se de passagem. Não experimentou o dissabor que é ter que varrer os doces sonhos que caem como pó a centímetros de distância de nós.
Minha concentração não anda lá essas coisas. Em questão de minutos atravesso oceanos de navio e volto de avião, caminho pelas ruas de Londres, vejo elefantes e girafas na África. Alone ou together, feliz ou não.
Sonhar não custa nada, dizem por ai, ledo engano. Sonhar custa, vez ou outra, um péssimo dia com algumas lágrimas de brinde no final. Quem um dia disse isso não pensou nas dúvidas, incertezas, desilusões que se pode ter como saldo, negativo, diga-se de passagem. Não experimentou o dissabor que é ter que varrer os doces sonhos que caem como pó a centímetros de distância de nós.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
primavera (dois)
E a primavera de fato chegou. Com oscilações constantes entre calor infernal e frio de usar dois casacos, isso no mesmo dia, às vezes. Respiro algumas ideias malucas e expiro um sorriso quase ingênuo, mas eficaz. Tenho jogado bastante o joguinho do pato, canastra e xadrez com robôs, puro ócio mesmo, mas ócio produtivo, daquele tipo que me faz esquecer do mundo e das minhas obrigações por um tempo, e alivia. Alivia da culpa que venho sentindo em razão das mudanças que tenho feito, sem querer, mas querendo ao mesmo tempo.
Tenho parte na culpa, uma parte significativa, até. Tenho ligado menos, mandado menos mensagens, menos visitas no perfil do face... me afastado mesmo, e não por vingança boba, como das outras vezes, mas de uma forma tão natural que até me assusta. Talvez seja mesmo o fim, o fim de algo que nunca deveria ter começado. Não do jeito que começou.
As flores estão por ai, novas orquídeas, jasmins, violetas... trazendo a sensação de que a vida se renova, e é isso que importa.
Tenho parte na culpa, uma parte significativa, até. Tenho ligado menos, mandado menos mensagens, menos visitas no perfil do face... me afastado mesmo, e não por vingança boba, como das outras vezes, mas de uma forma tão natural que até me assusta. Talvez seja mesmo o fim, o fim de algo que nunca deveria ter começado. Não do jeito que começou.
As flores estão por ai, novas orquídeas, jasmins, violetas... trazendo a sensação de que a vida se renova, e é isso que importa.
domingo, 22 de setembro de 2013
quebra-cabeça
A ponte que une é a mesma que separa...
As notícias que tenho são vagas e escassas. Vou juntando as poucas peças que você me deixa e colocando-as no quebra-cabeça que venho montando há anos.
Cada dia que passa percebo que estou mais longe do fim. Não é fácil, eu sabia que não seria desde o começo.
Não é fácil me deparar com uma peça bonita, e querer que ela seja da parte boa do quebra-cabeça, mesmo sabendo que ela se encaixa perfeitamente ali onde eu sempre temo colocar alguma peça, ali no lado oposto, do outro lado da ponte que nos separa. Daquele lado onde as peças estão quase completas. Do lado que eu mesma montei.
E isso me machuca!
As notícias que tenho são vagas e escassas. Vou juntando as poucas peças que você me deixa e colocando-as no quebra-cabeça que venho montando há anos.
Cada dia que passa percebo que estou mais longe do fim. Não é fácil, eu sabia que não seria desde o começo.
Não é fácil me deparar com uma peça bonita, e querer que ela seja da parte boa do quebra-cabeça, mesmo sabendo que ela se encaixa perfeitamente ali onde eu sempre temo colocar alguma peça, ali no lado oposto, do outro lado da ponte que nos separa. Daquele lado onde as peças estão quase completas. Do lado que eu mesma montei.
E isso me machuca!
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
bons ventos
Algumas borrifadas do perfume novo e outras tantas de boas intenções. Saí de casa meio atrasada, como de costume nas sextas-feiras, mesmo sendo essa uma sexta-feira diferente.
Vocês não acreditariam se eu contasse o quanto o dia amanheceu gostoso, o quanto as pessoas estavam mais bonitas, quantos sorrisos vi e quantos bom dias ouvi.
Tudo bem que foram quase as mesmas pessoas, os mesmos sorrisos e os mesmos bom dia de sempre, mas às vezes é bom ter fé, uma fé no que parece verdade, e torcer para que um dia seja mesmo. Torcer para que os bons ventos da primavera que vêm chegando guiem os corações perdidos ao encontro do sorriso sincero do amor e deixem, quando forem embora, um pouco da sutileza e tranquilidade que carregam.
Vocês não acreditariam se eu contasse o quanto o dia amanheceu gostoso, o quanto as pessoas estavam mais bonitas, quantos sorrisos vi e quantos bom dias ouvi.
Tudo bem que foram quase as mesmas pessoas, os mesmos sorrisos e os mesmos bom dia de sempre, mas às vezes é bom ter fé, uma fé no que parece verdade, e torcer para que um dia seja mesmo. Torcer para que os bons ventos da primavera que vêm chegando guiem os corações perdidos ao encontro do sorriso sincero do amor e deixem, quando forem embora, um pouco da sutileza e tranquilidade que carregam.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
primavera
Assisti a tudo de camarote. Sentada no melhor lugar, perto da janela de sempre. Vi os pássaros que cantavam e voavam contentes pelo céu de um inverno quase no fim. Vi alguns de meus sonhos e desejos, os melhores deles, desaparecerem por entre as nuvens. Vi que no muro do vizinho crescem flores cujo nomes não conheço, mas que trazem alegria e cor ao muro branco recém pintado. Senti, ao longe, o aroma da primavera que vem chegando vagarosamente, suave como a brisa de uma noite de luar.
Vem chegando a primavera, mas nem tudo são flores, e isso eu aprendi na primavera passada.
Vem chegando a primavera, mas nem tudo são flores, e isso eu aprendi na primavera passada.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
fumaça
Acordei, e não foi por causa do vento frio que entrava pela janela, mas talvez porque eu não deveria ter dormido, não sem antes tirar da cabeça o dia horrível que tive e as memórias que cozinham dentro de mim, em banho maria, lentamente, igual ao andado do bêbado que vem subindo a rua com muita dificuldade depois de beber não sei quantas doses de cerveja ou pinga, mas imagino eu que muitas.
Eu queria pular essa parte, esquecer as frases doloridas que tive que ouvir e engolir calada. Queria sair sem pensar duas vezes, fechar a porta e não olhar para trás. Queria fazer alguma coisa pelo bêbado, que agora já está jogado na calçada, recebendo as primeiras gotas da chuva fina que começou a cair depois de um dia quente, talvez o mais quente do ano. Queria, e deveria, mas não o fiz.
Agora é tarde, o relógio já está para despertar, o bêbado, depois de várias tentativas falhas, consegue se levantar e caminhar pela chuva já mais forte. Os momentos tristes vividos poucas horas atrás, de tanto cozinharem, queimaram. Você agora é só fumaça, uma fumaça negra que sai pela janela.
Eu queria pular essa parte, esquecer as frases doloridas que tive que ouvir e engolir calada. Queria sair sem pensar duas vezes, fechar a porta e não olhar para trás. Queria fazer alguma coisa pelo bêbado, que agora já está jogado na calçada, recebendo as primeiras gotas da chuva fina que começou a cair depois de um dia quente, talvez o mais quente do ano. Queria, e deveria, mas não o fiz.
Agora é tarde, o relógio já está para despertar, o bêbado, depois de várias tentativas falhas, consegue se levantar e caminhar pela chuva já mais forte. Os momentos tristes vividos poucas horas atrás, de tanto cozinharem, queimaram. Você agora é só fumaça, uma fumaça negra que sai pela janela.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Ok,
universo! Eu já entendi a sua! Entendi que está conspirando ao meu favor, e
confesso que estou gostando. Gostei desde o princípio, enquanto descia a rua no
sentido oposto, no sol quente da tarde de quarta-feira.
Gostei do jeito (de olhar, de falar e de andar). Gostei dos óculos, do cabelo e da cara de nerd. Gostei do lugar, que a propósito, universo, sempre achei ideal.
Gostei, gostei muito, e quero continuar gostando.
Obrigada.
Gostei do jeito (de olhar, de falar e de andar). Gostei dos óculos, do cabelo e da cara de nerd. Gostei do lugar, que a propósito, universo, sempre achei ideal.
Gostei, gostei muito, e quero continuar gostando.
Obrigada.
frio
No caminho de volta para a faculdade à noite: que vento é esse?! Nossa, esfriou! Vai chover! Que frio! Frio, frio, frio, frio...
corte
Eu que só
conhecia corte como a casa de uma autoridade ou juntamente com bobo de
"bobo da corte" fiquei boquiaberta quando, ontem, soube do namoro de
corte. Ria sozinha (por dentro) enquanto ouvia atentamente a história da
oficialização do namoro cortês de corte... E olha, no final acho que é
tudo a mesma coisa... Bobo da corte!
calor
No caminho para a biblioteca: que calor infernal! 27º hoje! Aqui não tinha esse calor! Não dormi por causa do calor! Que calor, calor, calor, calor, calor....
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
all in
Hoje eu apostei todas minhas fichas em nós. E estava convicta de que ganharia. Queria que a última
carta a ser virada fosse a dama de copas que faltava para o meu royal flush. Acreditei até o momento que seria. Eu sei que é pedir
muito para um baralho com 52 cartas e cinco jogadores com duas cartas em mãos cada. A probabilidade era mínima. Eu queria
demais, sei disso, mas nunca me contentei com pouco. Não ganhei. Perdi. As minhas fichas e você.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Hitler
Os últimos livros que li tinha uma história no passado, e tinha Hitler. Os livros eram bons, mas tristes. Hitler não era bom, mas penso eu que era triste.
graça
Juro que hoje, se você me contasse uma de suas piadas sem graça, eu riria muito. Não por dentro, como eu costumava dizer, e nem das piadas, que como eu já disse não têm graça, mas de você. De te ter novamente contando piadas para mim, mesmo que sem graça.
mensagem
Atualmente tenho tido muita preguiça de
responder mensagens. Preguiça de ter que responder quem diz ser amigo e não é,
de ter que falar "tenho, pode buscar" para os que só sabem pedir, ou
"tô por aqui" para quem só diz que ando sumida, mas não move um dedo
para tramar um encontro. Atualmente tenho pensado nas pessoas. No quanto somos
desimportantes para a maioria delas. Do quanto são fingidas, más e egoístas. E por ai se vai... E por ai eu vou... Bamba e
torta, mas vou...
domingo, 8 de setembro de 2013
dois euros
Durante o almoço os europeus diziam: milho na Europa é luxo, uma espiga custa dois euros, seis reais.
(det)estável
Os médicos e os economistas costumam dizer que a situação está estável. Eu costumo dizer detestável, que é o adjetivo que define bem meus encontros e desencontros.
sábado, 7 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
dedicatória
Passei a manhã inteira pensando na dedicatória que escreveria no meu livro.
Começou (e terminou) assim:
Com todo o meu amor,
por mim e para mim.
O livro é meu, eu me dedico.
Começou (e terminou) assim:
Com todo o meu amor,
por mim e para mim.
O livro é meu, eu me dedico.
Odeio falta de educação, odeio gente que se acha, odeio gente que não odeia nada, odeio sertanejo, odeio gente que estuda o dia inteiro, odeio ter que esperar muito, odeio quando um livro bom acaba, odeio muriçoca voando perto de mim, odeio uma pessoa que não vou falar porque cairia mal, mas odeio quem estuda o dia inteiro, odeio, odeio, odeio.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
be happy
Desde que me entendo por gente eu ouço dizer que "cara feia é fome". Para mim cara feia é fome, mas também muitas outras coisas que há dias venho procurando entender. Essa minha busca começou depois que passei a ver com frequência uma pessoa que sempre está de cara feia (e ela nem é gorda para viver com fome, e também não sei se os gordinhos vivem com fome, mas pelo menos é o que dizem), nunca sorri, não diz bom dia nem boa tarde e quando fala alguma coisa é com uma ignorância tremenda.. Daí eu saio correndo de perto e durante minhas pernadas longas e ligeiras é que penso: que dó! Dó porque no mínimo uma pessoa assim tem poucos amigos, poucos momentos felizes, não faz ninguém feliz e também não é feliz... É por isso que eu não perco a chance de sorrir e nem de tirar um sorriso de alguém.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
picolé da sorte
Quando
digo "picolé da sorte" não me refiro ao palito premiado, mas ao picolé,
picolé mesmo. O que a gente chupa, ou morde, ou come, sei lá... Hoje
tive o prazer de comprar dois picolés da sorte. Um para mim e um para o
garotinho catador de latinhas que não tirava os olhos do meu. Poxa
vida, que sorte, ele ficou tão feliz com uma coisa tão barata. E eu
também!
passou...
Estava vivendo minha época "aff", ou seja, sem paciência para quase nada. Se resumia em: esquecer o jaleco (afff), assistir palestra chata (afffff afffff affffff), pai que não mandou dinheiro (affe), gente dando rata (afferson)... Mas agora parei, aff sério mesmo!
domingo, 18 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
let it be
Abri a janela e coloquei o CD dos beatles
para tocar enquanto observava o céu já escuro e
lia, talvez pela centésima vez, as cartas que chegavam toda semana.
Yesterday já estava quase no fim quando peguei uma lata de chá. As
gotinhas de água escorriam lentamente pela lata recém tirada do freezer e caíam sobre
as cartas que outrora foram muito adoradas por mim. A lata, agora vazia, foi derrubada pelo vento forte e frio que entrava pela janela. As folhas coloridas e cheias de mimos e palavras bonitas rodopiavam várias
vezes antes de caírem no chão. Pela primeira vez não as vi como preciosidades,
tampouco corri para evitar que elas caíssem ou que tivessem as palavras borradas sempre que uma gota se esparramava sobre a tinta da caneta bic azul, pelo contrario,
observava tudo atentamente, imaginando que fossem páginas de um livro ruim e sentido um certo prazer em vê-las estragadas. Agora let it be.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
*
Da minha janela foi que vi a estrela, solitária, na imensidão do céu negro. Brilhou a esperança em mim. Nem tudo está perdido.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
in~fin~ito
Estranho... Depois de quase um ano eu ainda me pego fazendo planos para nós. Um final de semana na chácara ou uma partida de canastra. Saudades. Que Deus o tenha.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Eu sinto
Saudade de quando contava os minutos para te ligar, dos meu sorrisos sinceros ao escutar sua voz.
Monólogo
Nossa, não encontro o email da... tenho que buscar mais... Seis e dez e eu ainda nã... Melhor não
Eu e meu irmão (mais novo)
- Vaza
- Eh, educação
- Dê para receber
- Idem
- Você que começou
- Hahhahaha
- É verdade, você nasceu primeiro
- Kkkkkkkkkk você é ótimo
- Kkkkkkkkkk você também! Não, você não é não
- Eh, educação
- Dê para receber
- Idem
- Você que começou
- Hahhahaha
- É verdade, você nasceu primeiro
- Kkkkkkkkkk você é ótimo
- Kkkkkkkkkk você também! Não, você não é não
Da série: coisas desnecessárias
Em pleno 2013, quase um ano após o fim do mundo, alguns católicos e evangélicos ainda discutem qual palavra vale mais, se é a do papa ou a do pastor.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
IUIUIUIUIUIUIUIUIUI...
15 minutos depois, e o alarme continua tocando. Agora entendo o valor do silêncio.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
~ três ~
Eu sei que não deveria pensar em você toda vez que ouço meu celular tocar ou quando me deparo com uma mensagem não lida. Sei ainda que esse silêncio dolorido existente entre nós existe em razão das palavras que eu lhe disse e também das que não disse.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Na memória
A lua está cheia. A noite linda. Pensei várias vezes em subir até a sacada, lá onde o céu parece mais perto e a cidade lá embaixo menor... Mas tive medo. Medo das lembranças que noites como essas me trazem. Medo de ter que lembrar que você seguiu sua vida e eu permaneci ali, onde nós nos separamos, perdida nos bons momentos que vivemos. A noite está linda! E tudo que faço é me culpar, mais uma vez, por ter feito tudo errado; por ter te deixado partir sem ouvir as palavras bonitas que merecia. A noite estava linda.
Ansiedade demais só gera decepção. E tenho dito!
Sempre que estamos esperando alguma coisa -ansiosamente- o universo nos prega uma, ou umas.
Por exemplo: Você está super atrasado esperando alguém que tenha um fusca verde com borboletinhas rosas ir te buscar. Ai na rua, em menos de 20 minutos passam 500 fuscas verdes com borboletinhas rosas, menos o que você espera.
Hoje eu estava esperando uma encomenda chegar. Acordei cedo para eu mesma recebe-la caso chegasse pela manhã. O interfone tocou pela primeira vez às 9 e pouco. Fui correndo, feliz... Mas era o esposo da secretária que veio deixar o filho porque tinha que resolver uns "pepinos". Lá pelas 14h o interfone tocou de novo, e mais uma vez fui correndo, feliz... Mas era o guardinha da moto que veio cobrar pelo seu serviço. Às 18h tocou de novo, fui correndo, feliz (mais feliz que nas outras vezes), afinal só se faz a entrega até esse horário, mais ou menos. Quando cheguei no portão, a surpresa!!! Três mulheres. As pontas dos cabelos acabavam juntamente com as barras das saias, Bíblias em mãos e um "Paz do Senhor, irmã" foi o que ouvi. Respondi "Paz do Senhor" e sorri para não chorar.
(Horas depois, meu pai chegou em casa e, assim que me viu, entregou minha encomenda que havia chegado ontem...)
Por exemplo: Você está super atrasado esperando alguém que tenha um fusca verde com borboletinhas rosas ir te buscar. Ai na rua, em menos de 20 minutos passam 500 fuscas verdes com borboletinhas rosas, menos o que você espera.
Hoje eu estava esperando uma encomenda chegar. Acordei cedo para eu mesma recebe-la caso chegasse pela manhã. O interfone tocou pela primeira vez às 9 e pouco. Fui correndo, feliz... Mas era o esposo da secretária que veio deixar o filho porque tinha que resolver uns "pepinos". Lá pelas 14h o interfone tocou de novo, e mais uma vez fui correndo, feliz... Mas era o guardinha da moto que veio cobrar pelo seu serviço. Às 18h tocou de novo, fui correndo, feliz (mais feliz que nas outras vezes), afinal só se faz a entrega até esse horário, mais ou menos. Quando cheguei no portão, a surpresa!!! Três mulheres. As pontas dos cabelos acabavam juntamente com as barras das saias, Bíblias em mãos e um "Paz do Senhor, irmã" foi o que ouvi. Respondi "Paz do Senhor" e sorri para não chorar.
(Horas depois, meu pai chegou em casa e, assim que me viu, entregou minha encomenda que havia chegado ontem...)
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Da série: comentários que viraram postagens
"Querido presidente Dilmo. Eu ainda coloco fogo no seu cabelo horroroso! Me aguarde!"
domingo, 7 de julho de 2013
amour
No sorriso sincero faltavam muitos dentes. O velhinho sorriu logo depois de ter puxado a cadeira para a namorada se sentar. Deu a volta e sentou. Por trás das lentes grossas dos óculos pôde ver o sorriso da velhinha.
Nos sorrisos sinceros faltavam muitos dentes, mas havia muito amor.
sábado, 6 de julho de 2013
Brilha onde estiver
Próximo ao nosso destino, mais nenhuma palavra foi dita. O silêncio foi quebrado pelo barulho do escapamento recém furado que até então não tinha incomodado tanto. O cemitério tão cheio e ao mesmo tempo tão vazio estava repleto de lembranças, boas, por sinal. Próximo ao corpo, ou ao que resta dele, uma vela acesa (a outra o filho, inocente, apagou), um Pai Nosso, uma Ave Maria e uma prece sincera.
a festa
Uma volta na cidade grande. Um milhão de pensamentos. De onde venho não se vê o que vi naquele dia. Muito prédio, muito carro, muita gente, muito barulho e muito mendigo. Ah, os mendigos! Em cada esquina havia pelo menos um. Alguns dormiam embaixo da coberta feita de papelão, outro jantava (ou almoçava, às 19 horas e poucos minutos) o que lhe foi dado no pote de margarina, logo à frente, virando a esquina, enquanto aguardava o sinal ficar verde para os pedestres foi que vi a festa. Não havia balões, nem refrigerantes, docinhos muito menos. As duas crianças e o pai olhavam alegres para o pedaço de bolo que, após os parabéns, adoçava a boca da mãe e logo chegaria até eles. A família estava feliz!
~ dois ~
Odiei tudo que li. Arrependia do que escrevia segundos depois de apertar o "send" e arrependo até agora; talvez eu me arrependa pelo resto da vida, talvez não, mas o fato é que aquelas cinco letras unidas batiam com força, uma a uma, em meus olhos, fazendo surgir deles as lágrimas que eu tanto evitei derramar, mas que agora eram inevitáveis. Eu não estava preparada para um adeus.
~ um ~
Uma rápida olhada no relógio indicava que já estava quase na hora. Abri as cortinas e deixei que a lua iluminasse uma pequena parte do quarto escuro. Pela fresta da janela, música ruim da casa ao lado adentrava juntamente com o vento gelado daquela noite idem. Não demorou muito para que o celular desse os seus primeiros sinais... O "oi", solitário e seco, dava a entender que aquela conversa, embora muito esperada, não seria uma das melhores, pelo contrário.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Indiferença
Cheque-mate! Eu não sei se você, no xadrez, ou não, engrandece a segunda fileira de peças, as que se movimentam de forma mais elegante, caminham mais depressa e valem mais pontos. Saiba que aquele peão, que quase sempre não nos importamos em perder, que quase sempre serve de ísca ou não nos preocupa quando está em perigo, uma hora poderá se transformar em rainha. Valorize-o!
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