sexta-feira, 27 de setembro de 2013

mesmo longe

Hoje, por um descuido, um momento de fraqueza, uma letra do seu nome no pesquisar do face me levou até seu perfil. Nada vindo de você, como sempre, e como isso me irrita. Alguns amigos novos, e só. Nenhuma foto, publicação, compartilhamento... nada. Só que... mesmo longe? Mesmo longe?!

Where are you now? 

I miss and love you so much...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

dream

Nada mais doloroso do que um tiro na ilusão há muito criada. Um tiro certeiro e sem aviso prévio, daqueles que a gente só ouve o barulho e vê o desespero em seguida. Durante essa semana fugi da realidade, vivi  utopias enquanto estava no “mundo da Lua”.

Minha concentração não anda lá essas coisas. Em questão de minutos atravesso oceanos de navio e volto de avião, caminho pelas ruas de Londres, vejo elefantes e girafas na África. Alone ou together, feliz ou não.

Sonhar não custa nada, dizem por ai, ledo engano. Sonhar custa, vez ou outra, um péssimo dia com algumas lágrimas de brinde no final. Quem um dia disse isso não pensou nas dúvidas, incertezas, desilusões que se pode ter como saldo, negativo, diga-se de passagem. Não experimentou o dissabor que é ter que varrer os doces sonhos que caem como pó a centímetros de distância de nós.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

primavera (dois)

E a primavera de fato chegou. Com oscilações constantes entre calor infernal e frio de usar dois casacos, isso no mesmo dia, às vezes. Respiro algumas ideias malucas e expiro um sorriso quase ingênuo, mas eficaz. Tenho jogado bastante o joguinho do pato, canastra e xadrez com robôs, puro ócio mesmo, mas ócio produtivo, daquele tipo que me faz esquecer do mundo e das minhas obrigações por um tempo, e alivia. Alivia da culpa que venho sentindo em razão das mudanças que tenho feito, sem querer, mas querendo ao mesmo tempo.

Tenho parte na culpa, uma parte significativa, até. Tenho ligado menos, mandado menos mensagens, menos visitas no perfil do face... me afastado mesmo, e não por vingança boba, como das outras vezes, mas de uma forma tão natural que até me assusta. Talvez seja mesmo o fim, o fim de algo que nunca deveria ter começado. Não do jeito que começou.

As flores estão por ai, novas orquídeas, jasmins, violetas... trazendo a sensação de que a vida se renova, e é isso que importa.

domingo, 22 de setembro de 2013

quebra-cabeça

A ponte que une é a mesma que separa... 

As notícias que tenho são vagas e escassas. Vou juntando as poucas peças que você me deixa e colocando-as no quebra-cabeça que venho montando há anos.

Cada dia que passa percebo que estou mais longe do fim. Não é fácil, eu sabia que não seria desde o começo.

Não é fácil me deparar com uma peça bonita, e querer que ela seja da parte boa do quebra-cabeça, mesmo sabendo que ela se encaixa perfeitamente ali onde eu sempre temo colocar alguma peça, ali no lado oposto, do outro lado da ponte que nos separa. Daquele lado onde as peças estão quase completas. Do lado que eu mesma montei.

E isso me machuca!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

bons ventos

Algumas borrifadas do perfume novo e outras tantas de boas intenções. Saí de casa meio atrasada, como de costume nas sextas-feiras, mesmo sendo essa uma sexta-feira diferente.

 Vocês não acreditariam se eu contasse o quanto o dia amanheceu gostoso, o quanto as pessoas estavam mais bonitas, quantos sorrisos vi e quantos bom dias ouvi.

Tudo bem que foram quase as mesmas pessoas, os mesmos sorrisos e os mesmos bom dia de sempre, mas às vezes é bom ter fé, uma fé no que parece verdade, e torcer para que um dia seja mesmo. Torcer para que os bons ventos da primavera que vêm chegando guiem os corações perdidos ao encontro do sorriso sincero do amor e deixem, quando forem embora, um pouco da sutileza e tranquilidade que carregam.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

primavera

Assisti a tudo de camarote. Sentada no melhor lugar, perto da janela de sempre. Vi os pássaros que cantavam e voavam contentes pelo céu de um inverno quase no fim. Vi alguns de meus sonhos e desejos, os melhores deles, desaparecerem por entre as nuvens. Vi que no muro do vizinho crescem flores cujo nomes não conheço, mas que trazem alegria e cor ao muro branco recém pintado. Senti, ao longe, o aroma da primavera que vem chegando vagarosamente, suave como a brisa de uma noite de luar.

Vem chegando a primavera, mas nem tudo são flores, e isso eu aprendi na primavera passada.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

fumaça

Acordei, e não foi por causa do vento frio que entrava pela janela, mas talvez porque eu não deveria ter dormido, não sem antes tirar da cabeça o dia horrível que tive e as memórias que cozinham dentro de mim, em banho maria, lentamente, igual ao andado do bêbado que vem subindo a rua com muita dificuldade depois de beber não sei quantas doses de cerveja ou pinga, mas imagino eu que muitas.

Eu queria pular essa parte, esquecer as frases doloridas que tive que ouvir e engolir calada. Queria sair sem pensar duas vezes, fechar a porta e não olhar para trás. Queria fazer alguma coisa pelo bêbado, que agora já está jogado na calçada, recebendo as primeiras gotas da chuva fina que começou a cair depois de um dia quente, talvez o mais quente do ano. Queria, e deveria, mas não o fiz.

Agora é tarde, o relógio já está para despertar, o bêbado, depois de várias tentativas falhas, consegue se levantar e caminhar pela chuva já mais forte. Os momentos tristes vividos poucas horas atrás, de tanto cozinharem, queimaram. Você agora é só fumaça, uma fumaça negra que sai pela janela.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ok, universo! Eu já entendi a sua! Entendi que está conspirando ao meu favor, e confesso que estou gostando. Gostei desde o princípio, enquanto descia a rua no sentido oposto, no sol quente da tarde de quarta-feira.

Gostei do jeito (de olhar, de falar e de andar). Gostei dos óculos, do cabelo e da cara de nerd. Gostei do lugar, que a propósito, universo, sempre achei ideal.

Gostei, gostei muito, e quero continuar gostando.

Obrigada.

frio

No caminho de volta para a faculdade à noite: que vento é esse?! Nossa, esfriou! Vai chover! Que frio! Frio, frio, frio, frio...


corte

Eu que só conhecia corte como a casa de uma autoridade ou juntamente com bobo de "bobo da corte" fiquei boquiaberta quando, ontem, soube do namoro de corte. Ria sozinha (por dentro) enquanto ouvia atentamente a história da oficialização do namoro cortês de corte... E olha, no final acho que é tudo a mesma coisa... Bobo da corte!

calor

No caminho para a biblioteca: que calor infernal! 27º hoje! Aqui não tinha esse calor! Não dormi por causa do calor! Que calor, calor, calor, calor, calor....

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

all in

Hoje eu apostei todas minhas fichas em nós. E estava convicta de que ganharia. Queria que a última carta a ser virada fosse a dama de copas que faltava para o meu royal flush. Acreditei até o momento que seria. Eu sei que é pedir muito para um baralho com 52 cartas e cinco jogadores com duas cartas em mãos cada. A probabilidade era mínima. Eu queria demais, sei disso, mas nunca me contentei com pouco. Não ganhei. Perdi. As minhas fichas e você.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Hitler

Os últimos livros que li tinha uma história no passado, e tinha Hitler. Os livros eram bons, mas tristes. Hitler não era bom, mas penso eu que era triste.

graça

Juro que hoje, se você me contasse uma de suas piadas sem graça, eu riria muito. Não por dentro, como eu costumava dizer, e nem das piadas, que como eu já disse não têm graça, mas de você. De te ter novamente contando piadas para mim, mesmo que sem graça.

mensagem

Atualmente tenho tido muita preguiça de responder mensagens. Preguiça de ter que responder quem diz ser amigo e não é, de ter que falar "tenho, pode buscar" para os que só sabem pedir, ou "tô por aqui" para quem só diz que ando sumida, mas não move um dedo para tramar um encontro. Atualmente tenho pensado nas pessoas. No quanto somos desimportantes para a maioria delas. Do quanto são fingidas,  más e egoístas. E por ai se vai... E por ai eu vou... Bamba e torta, mas vou...

domingo, 8 de setembro de 2013

Que inveja da Lua que hoje tem a companhia de Vênus para brilharem juntos.

dois euros

Durante o almoço os europeus diziam:  milho na Europa é luxo, uma espiga custa dois euros, seis reais.

(det)estável

Os médicos e os economistas costumam dizer que a situação está estável. Eu costumo dizer detestável, que é o adjetivo que define bem meus encontros e desencontros.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Sexta-feira é o dia de ir para a sacada depois das 23h com uma garrafa de coca e alguns pacotes de amendoim para observar o céu ouvindo MGMT e sentir o vento frio da noite batendo no rosto. Não vejo a hora.

dedicatória

Passei a manhã inteira pensando na dedicatória  que escreveria no meu livro.
Começou (e terminou) assim:

Com todo o meu amor,
por mim e para mim.

O livro é meu, eu me dedico.
Odeio falta de educação, odeio gente que se acha, odeio gente que não odeia nada, odeio sertanejo, odeio gente que estuda o dia inteiro, odeio ter que esperar muito, odeio quando um livro bom acaba, odeio muriçoca voando perto de mim, odeio uma pessoa que não vou falar porque cairia mal, mas odeio quem estuda o dia inteiro, odeio, odeio, odeio.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

be happy

Desde que me entendo por gente eu ouço dizer que "cara feia é fome". Para mim cara feia é fome, mas também muitas outras coisas que há dias venho procurando entender. Essa minha busca começou depois que passei a ver com frequência uma pessoa que sempre está de cara feia (e ela nem é gorda para viver com fome, e também não sei se os gordinhos vivem com fome, mas pelo menos é o que dizem), nunca sorri, não diz bom dia nem boa tarde e quando fala alguma coisa é com uma ignorância tremenda.. Daí eu saio correndo de perto e durante minhas pernadas longas e ligeiras é que penso: que dó! Dó porque no mínimo uma pessoa assim tem poucos amigos, poucos momentos felizes, não faz ninguém feliz e também não é feliz... É por isso que eu não perco a chance de sorrir e nem de tirar um sorriso de alguém.
A ordem é sempre esta: sorrir para as paredes ao lembrar de momentos felizes que tive ao seu lado e depois, ao voltar à realidade, ser refém da tristeza por não te ter mais comigo.