Escreveu Nietzsche em sua grandiosa obra "Assim falou Zaratustra": Amamos o desejo, não o desejado.
E, de repente, eu resolvi fechar a conta e passar a régua nessa história que permaneceu muito tempo sem fim. Fiz isso porque cansei. Foi do dia para a noite. Nietzsche estava certo, o que me mantia firme nessa luta pelo que, de fato, não valia à pena, era o desejo. Não mais o desejado. Este último foi perdendo a importância com o passar dos dias, com o silêncio duro, com as palavras vagas.
Não sei quando aconteceu, quando vi já estava assim, sem cor, sem amor. Me encontrei no meio desse vazio, e foi bom me livrar desse processo de auto sabotagem em que eu vinha vivendo. Foi bom porque me vi subindo a escadaria do mundo escuro que eu mesma criei, me libertando do que eu fingia que existia. Do amor que só eu tinha.
E hoje, olhando daqui de cima, eu sei:
esse amor sempre foi mais meu do que seu.
Mas quem se importa?
Não sei quando aconteceu, quando vi já estava assim, sem cor, sem amor. Me encontrei no meio desse vazio, e foi bom me livrar desse processo de auto sabotagem em que eu vinha vivendo. Foi bom porque me vi subindo a escadaria do mundo escuro que eu mesma criei, me libertando do que eu fingia que existia. Do amor que só eu tinha.
E hoje, olhando daqui de cima, eu sei:
esse amor sempre foi mais meu do que seu.
Mas quem se importa?