terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Confissão

Preciso dizer que tinha em mente os melhores pensamentos sobre a gente momentos antes da sua notificação descer sobre a tela e fazer com que eu deixasse pra lá as fotos dos panetones gourmet que estava vendo no instagram.

A principio um oi, solitário, em seguida um pedido de desculpas e uma justificativa meia boca, depois, silêncio e nada mais. Não respondi, não sei se porque a desculpa não merecia mesmo resposta ou se os desagrados dos dias já passaram da conta de mil, ou, ainda, se é só culpa da "fase dos vinte" que estou vivendo, regada daquela sensação de que a vida anda meio fora dos trilhos e que se tornar adulto não tem lá tanta graça assim.

Mas, apesar do silêncio, eu preciso dizer que acho que te amo, apesar das desculpas meia bocas, das coisas que me chateiam, de tudo que nos atrapalha de ficarmos juntos. Acho que amo você porque gosto de saber como vão as coisas, o que tem feito, se está bem, bem ou se está indo. Acho que te amo quando acordo ouvindo o passarinho cantar na janela e torço para que você esteja feliz. Quando o telefone recebe sua ligação e o coração bate rápido e as mãos suam frio, quando a gastrite nervosa chega primeiro do que a sexta-feira que vou te ver.

E, ao te ver, eu deixo de lado o eu acho, e me contento com a certeza. Preciso dizer: eu amo você.


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