quarta-feira, 4 de março de 2015

E por falar em macarrão afogado em tanto molho, foi um domingo e tanto para alguém como eu, que odeia domingos. Foi um dia e tanto para alguém, como eu, se lembrar como um dia perfeito deveria ser. 

Você, como sempre, terminou o seu prato primeiro do que eu, não porque come depressa, não! Você consegue ser cortês até comendo, e como eu adorava te admirar comendo,  mas porque eu não sentia fome. Acontecia sempre. Eu enchia só de estar com você, transbordava até, de alegria, quando a companhia era você: meu eterno companheiro. Mesmo que, agora, só de pensamento. Bom companheiro, boa companhia.

Mas e por falar em macarrão com molho branco e queijo, me desculpe porque empurrar meu prato em sua direção foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça nada delicada quando você pediu para experimentar um pouco do meu. Desculpe o meu jeito (ou a falta de jeito) de limpar o refrigerante que derrubei sem querer na sua roupa escolhida com esmero, e por todas as vezes que não fui do jeito que você merecia.

Mas foi um domingo e tanto, desses que deixam saudade. Como o mundo girava devagar quando eu estava com você. E ainda consigo enumerar todos os sorrisos que dei para mim na frente do espelho quando entrei no carro, repleta de certeza de que todos os domingos seriam perfeitos, se fossem com você.

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