quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

textinho rápido de despedida

Desta vez não era tristeza, nem raiva. Era saudade. Das três, a menos pior. Meu Deus, que foi que aconteceu? De repente o silêncio te levou pra tão longe, meu celular não recebia mais mensagens de bom dia  uma hora exatamente calculada  antes deu acordar, e agora outras pessoas ocupam o único banco iluminado pela lua cheia da noite fria.

Deu saudade. Aquele dia ventava como hoje, o vento balançava os galhos das árvores que pareciam dançar para nós a música boa que alguém colocou pra tocar, era scorpions, lembro bem, cantávamos, entre beijos, o refrão conhecido.

Deu saudade, e lamentei lembrar que aquele fora o último dos muitos sábados que vi virar domingos com você, que talvez nunca mais eu encontre alguém para jogar moedas disfarçadamente na fonte do parque e depois sair rindo como se não houvesse amanhã. E, agora, pensando em você, percebi que cercado por tanta dor, ainda existe amor puro e sincero.

Os próximos dias exigem escolhas nada fáceis, e, confesso, tenho medo! Tenho medo porque sei que o que vai me dizer é irreversível, altamente doloridoo, e sem cura nem remédio. Tenho medo porque meu coração não é de pedra, e ele já foi mais forte.

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