Nada mais doloroso do que um tiro na ilusão há muito criada. Um tiro certeiro e sem aviso prévio, daqueles que a gente só ouve o barulho e vê o desespero em seguida. Durante essa semana fugi da realidade, vivi utopias enquanto estava no “mundo da Lua”.
Minha concentração não anda lá essas coisas. Em questão de minutos atravesso oceanos de navio e volto de avião, caminho pelas ruas de Londres, vejo elefantes e girafas na África. Alone ou together, feliz ou não.
Sonhar não custa nada, dizem por ai, ledo engano. Sonhar custa, vez ou outra, um péssimo dia com algumas lágrimas de brinde no final. Quem um dia disse isso não pensou nas dúvidas, incertezas, desilusões que se pode ter como saldo, negativo, diga-se de passagem. Não experimentou o dissabor que é ter que varrer os doces sonhos que caem como pó a centímetros de distância de nós.
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