sábado, 26 de outubro de 2013

madrugando (1/2)

Noite quente de um outubro quase no fim, e a cidade dorme. Da minha janela que, talvez por ironia do destino, fica paralela à sua, observo as estrelas do Cruzeiro do Sul que exibem seus brilhos radiantes na imensidão negra da noite. E me perco. Perco-me olhando as estrelas. As estrelas que servem de guia para muitos seguirem em frente são as mesmas que me carregam para trás.

Perdida em tantas lembranças, toco em meu teclado, no volume um, a canção que você me ensinou, e que eu, propositalmente, demorei a aprender. Demoraria ainda mais se eu tivesse uma mínima noção do que viria com o passar dos dias. Se eu soubesse de antemão que tocaria para você e não mais com você. Copiaria com calma toda a letra da música sem me preocupar com o passar das horas, dos dias... Mas o tempo é traiçoeiro... os ponteiros do relógio me desafiam a cada segundo que se passa.

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