terça-feira, 27 de setembro de 2016

E ai, quando me dei por vencida, me vi dominada pelo meu próprio orgulho. Austen me entenderia aquele dia em que guardei minha dor na gaveta e saí à francesa, sem sequer olhar para trás. Não sei quantos "até nunca mais" eu disse numa fala muda e nem quantos sorrisos que expressavam falsa vitória eu dei enquanto fazia o caminho de volta para casa. Aquela hora tudo parecia bem, mas a verdade é que eu só percebi como o amor é uma coisa valiosa, e frágil, depois que já o tinha espatifado com minhas próprias mãos, ali naquele momento traiçoeiro que foi o marco zero para uma vida cheia de saudade. E digo saudade em seu mais profundo significado: saudade do que não tem mais volta. Coisas demais foram e têm sido ditas. Coisas demais têm me tirado o sono, o riso, o tédio, a saudade superficial e breve. Mas muita pouca coisa tem sido perdoada.

•••

Insiste que vale a pena, eu digo para mim mesma, mas nós últimos meses, que juntando todos já dão quase um ano, eu tenho pensado que insistir no que, claramente, não tem dado certo, não seja a melhor opção. Isso de ficar juntando feridas à outras já passou da conta de mil. A vida é uma soma de momentos, dia após dia. Talvez esperar as coisas se ajeitarem seja a melhor escolha. O amor é o maior sentimento que podemos ter, mas o amor necessita do perdão. Perdoar é deixar a vida seguir. 

Tomara que me encontrem por aí.

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