quarta-feira, 21 de setembro de 2016

não tem fim

Sempre que as notificações começam a surgir com frequência, eu me lembro das noites frias de lua cheia, pessoas caminhando no parque, pipoca e algodão doce colorido embalado num plástico que era enchido no sopro - diziam - . E eu lembro disso porque, sempre que há conversa, há esperança de mais dias felizes para guardar na memória, porque sempre parece que vai dar certo, que não vai faltar motivo para um sorriso contido entre um paciente e outro.

A esperança é a última que morre, mas morre. Já morreu várias vezes, e várias vezes surge das cinzas para lembrar que depois da alegria vem dias escuros e pesados

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